sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Patrimônio arqueológico do Brasil pede socorro

Dos 13 mil sítios arqueológicos cadastrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), 920 estão no único parque brasileiro tombado por seu patrimônio arqueológico, o Parque Nacional Serra das Capivaras. Localizado no município de Raimundo Nonato (PI), a área precisa, segundo a diretora da Fundação que administra o Parque, Niéde Guidon, de R$ 400 mil mensais para sua manutenção. Os outros parques ou áreas de preservação onde há sítios não recebem benefícios do Iphan. Um dos motivos apontados pela instituição é a falta de políticas públicas voltadas à valorização cultural desses espaços.

Uma saída sustentável para essa situação seria proteger o patrimônio por meio de parques que sejam criados por sua importância arqueológica e ambiental. Maria Lúcia Pardi explica que, enquanto os sítios arqueológicos possuem áreas onde são identificados restos materiais, como utensílios cerâmicos e líticos (de pedra), os Parques podem alavancar o desenvolvimento e a sensibilização da sociedade pelo seu valor histórico para a memória.


Foto: Fundação do Homem Americano
Fonte: Comciência

Seqüestro de carbono torna-se mais eficiente com biorreator

Nenhuma novidade em afirmar que o “pulmão do mundo” não é Amazônia. As microalgas e cianobactérias respondem pela produção da maior parte do oxigênio do planeta. Mas é em uma espécie de microalga, a Aphanothece microscopica Nägeli, que um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) investe para aumentar a taxa de consumo do gás carbônico (CO2), principal causador do efeito estufa. Por meio de um fotobiorreator (reator que usa luz e organismos vivos), elas fazem a conversão do CO2 em oxigênio de forma mais eficiente.

Os dados preliminares apontam que a assimilação de gás carbônico das microalgas ou cianobactérias no fotobiorreator é 44 mil vezes maior se comparado aos processos de seqüestro de carbono das árvores de reflorestamento (Pinus e Eucalipto). Ou seja, em escala laboratorial, a remoção do carbono pela microalga fica em torno de 100 gramas do gás por hora a cada grama de cianobactéria, chamada de matéria seca. Já as árvores, apresentam taxa de consumo de 0,0023 gramas de gás carbônico por hora.

Fonte: Comciência

sábado, 6 de outubro de 2007

Sonda japonesa entra na órbita da Lua


A sonda japonesa Selene (Selenological and Engineering Explorer) entrou na órbita da Lua nesta sexta-feira, 5, informou a agência espacial do Japão (Jaxa). Lançada no mês passado do centro espacial na ilha de Tanegashima, a sonda lunar de três toneladas irá coletar informações sobre a origem e a evolução do satélite natural da Terra. A missão de exploração da superfície da Lua deverá ter duração de um ano. Segundo cientistas japoneses, esta é a mais complexa missão lunar desde o programa Apollo, da Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos), entre as décadas de 1960 e 1970. "Nós acreditamos que é um grande passo", disse um dos responsáveis pelo projeto na Jaxa, Yoshisada Takizawa. "Tudo está indo bem, e nós estamos confiantes." Segundo Takizawa, a fase de coleta de dados da missão deverá ser iniciada em dezembro.

Descoberta de bactéria multicelular intriga pesquisadores


Lendas antigas sempre falam de estranhas criaturas que habitam o fundo dos lagos ao redor do mundo. E foi justamente em uma lagoa brasileira que uma dessas criaturas foi encontrada. Longe de ser um dos lendários monstros, o Magnetoglobus multicellularis é apenas uma bactéria, mas está desafiando uma equipe de cientistas que há 25 anos tenta compreender esse ser bastante peculiar que é diferente de todos os outros microorganismos conhecidos até então. A bactéria habita as águas salgadas da lagoa do Araruama, no Rio de Janeiro, e foi encontrada por uma equipe de pesquisadores brasileiros em 1982, mas só agora pode ser melhor compreendida.